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PsΨnema especial Semana de Psicologia UFF

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psinema semana psi

O PsΨnema surgiu com da ideia de trocarmos reflexões acerca do nosso cotidiano e de discutirmos aquilo nos inquieta, fora dos limites da sala de aula! Realizar a atividade no térreo e nos espaços abertos da universidade e não em uma sala nos proporciona ocupar o caminho e os descaminhos da vida, que o concreto e modernidade insistem em nos retirar diariamente.

Na segunda-feira da nossa Semana, o GT de Gênero e Sexualidade do DA PsiUFF propõe um cinedebate para ampliar a todos os alunos os debates que o grupo vem fazendo. O GT é bem novinho e surgiu da necessidade do debate sobre gênero e sexualidade dentro da Universidade. Nosso curso não tem NENHUMA disciplina que aborde essa temática e, em toda a Universidade, temos apenas 5 disciplinas (Serviço Social, Antropologia e Educação Física)!!! Então, se existe demanda, nada melhor do que nós, os próprios alunos, criarmos este espaço.

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VI Semana de Psicologia da UFF

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semana psi uff 2013

Os alunos de Psicologia da UFF, junto com alguns professores, têm produzido um evento com duração de uma semana, denominado Semana de Psicologia. O objetivo é criar uma relação mais próxima entre os alunos e proporcionar o conhecimento tanto de linhas teóricas não aprofundadas no currículo desta instituição, quanto ao acesso ao que ocorre e é produzido nela, abraçando assim monografias, pesquisas, trabalhos, projetos de extensão, entre outras atividades.
A ideia é, também, permitir um debate entre todos, sem hierarquia. Somos por uma semana democrática, onde cada um pode expressar opiniões, debater e sanar dúvidas livremente. A Semana propõe uma política igualitária que zela pela participação de um conjunto, permitindo, assim, uma maior integração que enriqueça e desenvolva ainda mais a parte individual e a comunitária da Universidade. Esse ano, em especial, haverá a participação de outros cursos, proporcionando que ampliemos nossa visão e, dessa forma, possamos visitar as diversas articulações possíveis nos diversos campos de trabalho e também construir novas políticas que sejam capazes de dar conta das demandas que surgem no cotidiano da vida acadêmica.

Não perca a VI Semana de Psicologia da UFF!

Programação completa

http://semanapsiuff.wordpress.com/

Revista Saúde em debate: Chamada de artigos

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ideias

 

 

REVISTA SAÚDE EM DEBATE faz chamada de artigos sobre o tema das políticas públicas relativas à DEPENDÊNCIA QUÍMICA (CRACK, ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS), e experiências de atenção aos usuários.

Serão aceitos trabalhos inéditos, em português, inglês e espanhol, sob a forma de artigos originais, artigos de opinião, de revisão ou de atualização, relatos de casos e resenhas de livros de interesse acadêmico, político e social.

Essa edição será lançada em julho e data limite para envio de artigos é 30 de abril.

acesse a página da revista: http://www.saudeemdebate.org.br

Lógica psquiátrica e OS´s contra a atenção psicossocial em SP

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Queremos noticiar, por meio deste brevíssimo texto escrito às pressas, a difícil jornada que nós, profissionais da saúde mental, temos enfrentado; em especial nestes últimos dias. O intuito aqui é transmitir que, recentemente, e mesmo não estando na ditadura, sofremos um golpe. Gostaríamos de compartilhar com outros profissionais, serviços de saúde, aos que se interessam pela saúde mental e pela defesa do SUS e movimentos sociais em defesa da vida, aos que militam ainda por uma “sociedade sem manicômios” e pela manutenção dos ideários da Reforma Psiquiátrica. E, ainda, aos psicanalistas interessados pela clínica da psicose, pelas questões da saúde pública. O evento de “caça às bruxas” que, infelizmente, estamos enfrentando neste momento no CAPS e que todos estamos cientes quefaz parte de um contexto muito maior e bastante atual. Esperamos, assim,disparar uma discussão mais ampla.

O CAPS *Professor Luís da Rocha Cerqueira* – bastante conhecido como *CAPS Itapeva* – teve nos seus últimos anos sob a gestão da Organização Social SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento para a Medicina). O nome desta organização, que também gerencia outros equipamentos de saúde espalhados pela cidade de São Paulo, já sugere que a sua preocupação é bem específica. A sua administração tem comprovado que o seu interesse é exclusivamente a medicina, interesse este que não se estende aos pacientes
nem tampouco à saúde mental. Explicaremos…

No início desta semana, fomos surpreendidos com a notícia de que haveria uma demissão em massa – na qual cerca de 30 profissionais em regime de CLT foram desligados abruptamente do serviço. O motivo alegado pela direção era o corte de verba realizado pela Secretaria de Estado da Saúde. Anexado a este aviso, também nos foi informado que seríamos liberados do cumprimento do aviso prévio e, ainda, que seríamos indenizados de acordo com a lei e que não precisaríamos voltar ao CAPS, ficando à direção com a incumbência de comunicar o nosso desligamento aos usuários. Obviamente, ignoramos esta última sugestão, para não dizer solicitação, recusando a desaparecer do
CAPS. Desse modo, temos – além de administrar o impacto desta notícia para cada um de nós e a forma violenta como tal manobra foi feita pela direção do serviço -, nos dedicado a realizar a despedida com os nossos usuários, tentando explicar para cada um a situação, fazer o desligamento e, em alguns casos, planejar e realizar os encaminhamentos possíveis. Apesar de estar sendo um momento de expressivo sofrimento para usuários e funcionários, impossível de disfarçar, temos tentado suavizar, na medida do possível, o impacto desta situação, acolhendo os usuários que, por sua vez, têm se mostrado muito lúcidos e também acolhedores para com a equipe nesta
circunstancia tão devastadora.

Nesta reunião da direção com os funcionários que se deu em caráter de informe (não deixando nenhuma brecha para qualquer debate e esclarecimentos); aliás um, senão o único, esclarecimento que nos foi dado foi assim explicitado: uma equipe mínima se responsabilizaria pelo cuidado de mais de 500 pacientes – garantindo, então, que o CAPS não fechasse as suas portas -, e que não precisaríamos nos preocupar. Mas, isto é quase impossível para os que escolheram trabalhar em um equipamento como o CAPS cuja missão é acompanhar intensivamente os pacientes com quadros mentais graves e seus familiares.

A nossa hipótese é que este corte de vários profissionais alocados neste CAPS foi um pretexto para fazer a “faxina”, ou seja, retirar aqueles que
incomodam, que, no entender da direção, “atrapalham” porque relembram incessantemente os princípios reformistas, que entendem que o CAPS é um lugar de uma construção coletiva que leva em consideração seus usuários e profissionais para a efetuação de qualquer mudança, que enfrentam a loucura sem querer normatizá-la, que não evita os conflitos que existem em todo e qualquer ambiente institucional, que entende que os impasses na clínica podem ser promotores de avanços teóricos e, consequentemente, para a própria clínica.

Pela experiência que tivemos até então, a política da SPDM é manter a gestão separada da clinica. A sua perspectiva de trabalho é bastante
médica, verificável nas mínimas condutas, Por exemplo, no início do convênio firmado com esta OSS, a direção insistia em que a triagem deveria
ser uma atribuição dos médicos, desconsiderando que o acolhimento, em um modelo CAPS, é uma prática que todos os profissionais participam. Em outro momento, quiseram instituir um programa em parceria com a UNIFESP que, no CAPS, denominaram de “Programa de Esquizofrenia Refratária”, que caracterizaria por um grupo que atuaria junto aos pacientes com diagnóstico de esquizofrenia em uso de clozapina. Sempre aprovamos que o serviço pudesse usufruir do que há de melhor em termos de medicamentos, mas não apoiamos sobremaneira as ações e programas cujo recorte é a doença, pois estas propostas correm na contramão de um CAPS. Foram vários enfrentamentos da equipe com a direção que nos mostravam todos os dias um desconhecimento das balizas que norteiam o nosso trabalho. E mais grave: desconhecem a
premissa fundamental do CAPS, a saber: a instituição é um recurso da clínica e não apenas um espaço físico para alojar loucos. Assim, a
conseqüência é que temos vivido, sobretudo, com esta experiência, que a direção não faz questão de que a instituição seja hospitaleira, pois
desconsidera os princípios mais básicos para uma relação de convivência com a diferença, que prima pelo respeito e pela reciprocidade.

A nossa hipótese é de que com essas mudanças todas, eles até poderão continuar a se nomear CAPS (e receberem muito por isso), mas será a
realização de uma outra proposta: um ambulatório, um centro de referência, um centro de especialidades, um setor de hospital, um estacionamento (como ironizou uma ex-servidora) ou qualquer outra coisa, menos um CAPS.

Infelizmente, o que temos assistido é que o CAPS Itapeva – que carrega uma história tão longa no campo da saúde mental e também na formação de profissionais -, tem sido desmontado por meio de muitas estratégias (que aqui não daria para esmiuçar), sendo a demissão em massa apenas uma delas. Ambicionando um ambiente asséptico em que não cabe nenhuma espécie de
discordância e conflito, esta administração não coloca a clínica em primeiro lugar. Ademais, despreza as diretrizes e princípios estipulados
pelas portarias ministeriais, o que enfraquece o SUS. Com a saída maciça de profissionais, muitos projetos, oficinas, grupos, atendimentos, equipes, parcerias institucionais e intervenções no território foram encerrados; destruindo, em nossa opinião, em um tempo tão curto, investimentos de tantos anos. A execução das demissões tem redundando numa série de desdobramentos e o que constatamos é que o maior ataque é dirigido ao próprio CAPS, já que a instituição não é o espaço físico somente, mas são as pessoas, os profissionais e os pacientes que animam esta clínica, bem como as práticas e os acontecimentos construídos cotidianamente e compartilhados coletivamente…

Cabe ainda dizer que, mais do que garantir os nossos empregos ou lutar por condições mais dignas e favoráveis de trabalho no campo da saúde, a nossa intenção com este texto é manifestar publicamente a nossa insatisfação com esta situação e, sobretudo, defender o CAPS. Em se tratando do Itapeva, o CAPS mais antigo do Brasil, o primeiro a experimentar a clínica ampliada, que alojou àqueles que participaram da sua invenção (antes mesmo deste projeto se constituir como lei) e que estavam atravessados pelas experiências de Reforma no mundo, a saber: a psicoterapia institucional francesa, a desistitucionalização italiana, dentre outras; e que fizeram valer, desde 1987, a proposição de Basaglia de que é possível e desejável uma clínica que coloque a doença entre parênteses e cujo foco seja a existência/sofrimento, e que, no dizer dos simpatizantes da psicanálise, uma clínica cujo foco é o sujeito.

Enfim, a nossa indignação pode ser ainda explicitada com estas perguntas: Como essas pessoas – impregnadas por um discurso médico e psiquiatrizante, que estiveram ao longo de seus itinerários formativos e de trabalho, tão alienadas destes movimentos históricos e sociais, especialmente, da reforma psiquiátrica, movimento este que dá norte a todos os CAPS -, podem gerenciar este projeto? Como entregar nas mãos desses que se dizem especialistas em cuidar de pacientes com “transtornos mentais graves” (como eles gostam de dizer) e, que ao fazer o gerenciamento do serviço a seu *bel prazer*, desconsideram o vínculo? Como deixar que estes gestores administrem um equipamento deste porte como uma empresa e não como um serviço de saúde, viabilizando ações que banalizam os efeitos da ruptura para os pacientes psicóticos? Que tipo de lugar tem a clínica para eles? Qual o compromisso com os usuários? O que fazer para impedir esse desmantelamento de um trabalho coletivo construído há anos cuja aposta é fortalecer uma clínica artesanal, inevitavelmente implicada com as ações e com o desejo de cada um? Em suma, como aceitar tamanha contradição?

Fórum Popular de Saúde – São Paulo

Governo Dilma e o desmonte silencioso do SUS

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Tendências/debates: Dilma vai acabar com o SUS?

sus

O desmonte final do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo negociado a portas fechadas, em encontros da presidente Dilma Rousseff com donos de planos de saúde, entre eles financiadores da campanha presidencial de 2010 e sócios do capital estrangeiro, que acaba de atracar faminto nesse mercado nacional.

Na pauta, a chave da porta de um negócio bilionário, que são os planos de saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, sob encomenda para estratos de trabalhadores em ascensão.

Adiantado pela Folha, o pacote de medidas que prevê redução de impostos e subsídios para expandir a assistência médica suplementar é um golpe contra o SUS ainda mais ardiloso que a decisão do governo de negar o comprometimento de pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde.

A proposta é uma extorsão. Cidadãos e empregadores, além de contribuir com impostos, serão convocados a pagar novamente por um serviço ruim, que julgam melhor que o oferecido pela rede pública, a que todos têm direito. Em nome da limitada capacidade do SUS, o que se propõe é transferir recursos públicos para fundos de investimentos privados.

O SUS é uma reforma incompleta, pois o gasto público com saúde é insuficiente para um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Isso resulta em carência de profissionais, baixa resolutividade da rede básica de serviços e péssimo atendimento à população.

Nos delírios de marqueteiros e empresários alçados pelo governo à condição de formuladores de políticas, o plano de saúde surgiria como “miragem” para a nova classe média, renderia a “marca” da gestão e muitos votos em 2014.

Herman Tacasey/Folhapress

Pois o mercado que se quer expandir com empurrão do erário não é exatamente um oásis no meio do SUS. Autorizados pela agência reguladora, proliferam planos de saúde pobres para pobres, substitutivos “meia-boca” do que deveria ser coberto pelo regime universal.

Na vida real, são prazos de atendimento não cumpridos, poucos especialistas por causa de honorários ridículos, número insuficiente de serviços diagnósticos e de leitos, inclusive de UTI, negativas de tratamentos de câncer, de doenças cardíacas e transtornos mentais, redes reduzidas que impedem o direito de escolha e geram longas filas e imposição de barreiras de acesso, como triagens e autorizações prévias.

Quem tem plano de saúde conhece bem esse calvário.

Limitados pelos contratos, dirigidos a jovens e sadios formalmente empregados, os planos de saúde não aliviam nem desoneram o SUS, pois fogem da atenção mais cara e qualificada. Não são adequados para assistir idosos e doentes crônicos, cada vez mais numerosos. Assim, os serviços públicos funcionam como retaguarda, uma espécie de resseguro da assistência suplementar excludente.

Nos Estados Unidos, a reforma de Obama enquadra os planos privados e tenta colocar nos trilhos o sistema mais caro e desigual do mundo. País de recursos escassos, se delegar o futuro a quem visa o lucro com a doença, o Brasil seguirá é o caminho da Colômbia, que vive um colapso na saúde.

É inaceitável, em uma sociedade democrática, a intenção do governo de abdicar da consolidação do SUS, de insistir no subfinanciamento público e apostar no avanço de um modelo privado, estratificado, caro e ineficiente.

O Movimento Sanitário, o Conselho Nacional de Saúde, o Congresso Nacional, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal precisam se manifestar sobre esse despropósito inconstitucional.

LIGIA BAHIA, 57, é professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro; LUIS EUGENIO PORTELA, 49, é professor da Universidade Federal da Bahia e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); e MÁRIO SCHEFFER, 46, é professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

 

* retirado do jornal Folha de São Paulo. 05/03/2012

Pela imediata implementação da CPI das internações compulsórias

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CARTA DO *NÚCLEO ESTADUAL DO MOVIMENTO PELA LUTA ANTIMANICOMIAL – RJ* PELA
IMEDIATA IMPLEMENTAÇÃO DA CPI DA INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

* *

O Núcleo Estadual do Movimento de Luta Antimanicomial é um Movimento Social se organiza através de usuários, familiares e trabalhadores de saúde mental e pessoas que de alguma forma afirmam uma Sociedade sem Manicômios.

Pode parecer estranho nos apresentarmos nesta carta, pois durante todas as eleições municipais somos bombardeados por propostas de melhoria na saúde e em nossos cotidianos de trabalho. Mas sabemos que são poucos que sabem que nossa luta não se limita a assistência a saúde, que não entendemos a saúde apenas como processo de melhoria de uma enfermidade ou doença, mas sobretudo acreditamos na saúde como afirmação de uma vida livre.

Por uma sociedade Sem Manicômios é o lema que afirmamos desde a década de 1980 quando lutamos pelo fim das instituições que encarceram desejos, corpos e mentes. Não queríamos a humanização desses espaços, mas a sua extinção, pois era sabido que tínhamos que acabar com os preconceitos, medos e estigmas que essas instituições carregam. E assim lutamos até hoje. Agora, mais do que nunca vemos as mesmas forças adoecedoras e descompromissadas com o ser humano serem legitimadas pela Prefeitura do RJ através da INTERNAÇÃO COMPULSORIA. Nós trabalhadores, usuários e familiares de Saúde Mental afirmamos categoricamente que esse modo de aprisionar para supostamente produzir saúde não nos contempla. Já temos em nosso histórico acúmulo e propostas para efetivação de outros modos de cuidado e relação. Os usuários estão esgotados por terem suas vidas decididas por uma política arbitrária e autoritária que produz encarceramento.

Sabemos que a dita política de enfrentamento ao CRACK vem sendo utilizada como estratégia desta prefeitura para continuar o processo de higienização e criminalização dos pobres. O Crack não legitima tamanho alarde, afirmamos uma vez mais que há modos de cuidar sem encarcerar. Se os senhores estiverem mesmo preocupados com a Saúde da população desta cidade saberão que este município não possui a rede de Saúde Mental que deveria e que está preconizado pela Política Nacional de Saúde Mental. 

Como dissemos, a Luta Antimanicomial está preocupada com a liberdade ampla e irrestrita de todo ser humano, neste sentido não podemos deixar de apontar que se os senhores estiverem realmente preocupados com a Saúde da população vão se atentar para não mais venderem nossos espaços públicos por miseráveis acordos privatizantes, como é o caso de todo o complexo do Maracanã. Vão se atentar que expulsar seres humanos de seus locais de moradia os isolando fora de seus territórios afetivos é produção de sofrimento. Vão se atentar ainda que privatizar a Saúde é adoecer trabalhadores e destruir a rede de cuidado. Seriam inúmeros casos que poderíamos continuar apontando como ações dos senhores que levariam a produção de sofrimento e adoecimento da população, mas sabemos que os senhores estão preocupados com a SAÚDE DA POPULAÇÃO. Sendo assim é coerente que assinem esse pedido de CPI e possamos afirmar um mundo sem manicômios, repleto de saúde com atendimento público e de qualidade para a população. 

Saudações
Antimanicomiais
Núcleo
Estadual do Movimento de Luta Antimanicomial do Rio de Janeiro. Fevereiro de
2013.