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“Que a Universidade se pinte de povo!”

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O Rio de Janeiro entregue a iniciativa privada levanta a bandeira da modernização da cidade! O prefeito afirma as vantagens de um governo semelhante ao de Pereira Passos. Obras megalomaníacas! Os antigos frequentadores do maior estádio do país já não poderão ocupa-lo. O estádio será rodeado de estacionamentos e os transportes públicos continuarão desinvestidos, caros, apertados. Aqueles que vinham de longe no trem lotado e ocupavam a Geral do Maracanã serão substituídos por aqueles que podem pagar pelo ingresso e por um lugar para estacionar seu carro do ano.  

A política de internação compulsória evidencia práticas violentas e asilares. Marca retrocessos enormes ao Movimento da Reforma Psiquiátrica. Movimento do povo. Mesmo povo que conquistou o SUS na Constituição de 88. Mas em tempos de Copa do Mundo e Olimpíadas é preciso pensar na cidade, certo!?  Limpá-la para a chegada dos turistas. É preciso limpar a Av. Brasil, prendendo os “zumbis” drogados que por lá vagueiam. A prisão física vem acompanhada da prisão moral, recheada de discursos religiosos ditando as regras do pecado. Por falar em pecado, temos um novo papa em Roma! Viva a rica igreja católica! Viva aos pastores Feliciano e Malafaia que enaltecem um Deus e proliferam o ódio contra as minorias.    

Em meio a tantos absurdos, tanta repressão e violência, precisamos criar novas formas de resistência, novos laços e novas alegrias! A Universidade tem papel fundamental nisso. No curso de Psicologia, deveria nos causar espanto ver a saúde pública abandonada enquanto campo de estágio. É tempo de repensar e construir lugares!  Criar diferentes fragmentos de luta em resposta a todo esse ódio moralista que nos assombra.

Nesse sentido, o Diretório Acadêmico de Psicologia convida todos a participarem da I Semana Antimanicomial de Niteroi.  A ideia é que através da discussão acadêmica, da cultura e da música haja um movimento de aproximação da Universidade à Cidade. Afirmamos a importância dos debates acerca do tema da saúde e convidados incansavelmente a todos que queiram construir esse espaço com a gente! Nossa próxima reunião será dia 8 de Abril as  18hrs no DCE!!!! Todos convidados!

Abraços Antimanicomiais,  

Lais Amado

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Nota da Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos sobre informações publicadas na matéria do Jornal Correio Braziliense: Gleisi, Padilha e o pastor

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A Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos (FNDDH) vem a público externar preocupação diante das informações veiculadas na sexta-feira, 11 de maio, na matéria do jornal Correio Braziliense intitulada “Gleisi, Padilha e o pastor“.

A reportagem traz denúncias de suposto pedido de “flexibilização” em contratos entre Governo Federal e comunidades terapêuticas, como parte do plano de enfrentamento ao crack do Governo Federal. O pedido teria sido enviado pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ao ministro da saúde, Alexandre Padilha. A matéria afirma que, “Gleisi recebeu email do pastor Lori Massolin Filho, liderança de comunidades terapêuticas do Paraná – estado da ministra – no qual ele cobra ‘flexibilização’ por parte do Governo Federal no edital da Saúde que destina R$ 100 milhões para comunidades terapêuticas integrarem o plano Crack”.

Em nota publicada pelo Conselho Federal de Psicologia em novembro de 2011, em conjunto com a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial , ambas entidades já haviam colocado suas preocupações em relação à aproximação da ministra-chefe da Casa Civil com grupos religiosos ligados às comunidades terapêuticas.

A FNDDH reforça que as Comunidades Terapêuticas não respeitam as deliberações das Conferências de Saúde e de Saúde Mental, as quais recusaram o financiamento público das comunidades terapêuticas e sua inclusão à rede de atenção em álcool e outras drogas do SUS, na medida em que desrespeitam seus princípios. A precária condição destas comunidades terapêuticas em todo o Brasil foi denunciada no Relatório da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos do Sistema Conselhos de Psicologia: “Locais de internação para usuários de drogas”que constatou graves situações de violação aos direitos humanos nestes locais. Essas comunidades tem suas práticas alicerçadas em princípios religiosos, em função das instituições e dos grupos a que servem e aos quais suas origens estão vinculadas. O Estado brasileiro é laico e assim devem ser suas políticas e serviços de atenção.

Conclamamos a toda a sociedade para que fique atenta e questione os interesses que o Governo Federal atende ao destinar 100 milhões de reais para estas organizações. A matéria veiculada pelo Correio Brasiliense indica que a atual política de álcool e outras drogas, ao prever o financiamento das comunidades terapêuticas, ao invés de respeitar as diretrizes do SUS, respondeu a interesses de um setor religioso, a partir de alianças de membros do governo com esse setor. É inadimissível que a proximidade entre uma representante do governo federal, como é a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e um pastor, como mostra a matéria do Correio Braziliense, interfira  nas diretrizes e nas políticas implementadas pelo Estado brasileiro.

O tratamento dos usuários de álcool e outras drogas, incluído neste conjunto o crack, deve seguir os princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica, sendo este o caminho a ser trilhado pelo financiamento: a ampliação da rede substitutiva. O montante financeiro que o governo federal pretende investir nas comunidades terapêuticas deve ser usado para potencializar a rede substitutiva de saúde mental. Dessa forma, teremos a chance de intervir de forma responsável na questão do cuidado com o usuário abusivo de álcool e outras drogas.

É preciso fiscalizar a que interesses respondem o repasse financeiro das verbas públicas às comunidades terapêuticas, em sua maioria, ligadas a setores e instituições religiosas. Por um Estado laico e democrático, para que sejam respeitadas as diretrizes do SUS, por políticas públicas que respeitem os direitos sociais e os direitos humanos!

Fonte : www.pol.org.br

Seminário Reforma Psiquiátrica Brasileira: 10 anos da Lei 10.216

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Nos dias 17 e 18 de novembro de 2011,  a ENSP e o IPUB  estarão promovendo o seminário Reforma Psiquiátrica Brasileira: 10 anos da Lei 10.216, quando será lançado tambem um numero especial da Revista Ciência e Saúde Coletiva. O objetivo é discutirmos os avanços e desafios que a assistência psiquiátrica brasileira enfrenta hoje, passados 10 anos da aprovação da Lei. Estarão presentes muitos dos principais atores deste processo nos ultimos vinte anos, incluindo gestores, profissionais, familiares e usuários. Na quinta às 19 horas teremos uma conferencia do Deputado Paulo Delgado e na sexta-feira, ao longo do dia, debates que incluirão a discussão referente a politica de atenção ao alcool e outras drogas, bem como uma exposição do atual coordenador de saude mental do MS, Dr.Roberto Tykanori, seguida de debate. Contamos com a presença de todos. No entanto, como nosso espaço é limitado, encerraremos as inscrições ao atingirmos 200 inscritos. As inscrições podem ser feitas aqui mesmo, no portal do IPUB.

Programação

17/11/2011 – 19 horas

Abertura

Profa. Maria Tavares Cavalcanti – IPUB/UFRJ

Prof. Antonio Ivo de Carvalho – ENSP/FIOCRUZ

Conferência

As Razões da Lei

Conferencista: Paulo Delgado

Debatedor: Benilton Bezerra Junior (IMS/UERJ)

Lançamento da revista

Coquetel

18/11/2011

8:30 hs – Mesa redonda: Agenda Pública para álcool e drogas

Debatedor: Marcelo Santos Cruz (IPUB/UFRJ)

Expositores: Tarcisio Matos Andrade (UFBA)

Sergio Verani (Desembargador TJ/RJ)

11:00 hs – Mesa redonda: Avaliação da Organização e do Cuidado em Saúde Mental

Debatedora: Cecília Minayo (ABRASCO/ENSP/FIOCRUZ)

Expositores: Pedro Gabriel Delgado (IPUB/UFRJ)

Nilson do Rosário (ENSP/Fiocruz)

Maria Tavares Cavalcanti (IPUB/UFRJ)

Rosana Onocko (UNICAMP)

14 hs – Mesa Redonda: Política de Saúde Mental no Brasil

Expositor: Roberto Tykanori / MS

Paulo Fagundes (ENSP/ Fiocruz)

Debatedores: Ana Pitta (UFBA)

Ana Marta Lobosque ( ESP/MG)

Jair Mari (UNIFESP)

Exposição do artista plástico Josinaldo Lima e Feira de artes nos jardins do IPUB.
Organização Eliane Santos – Coordenadora do Ateliê da VIda/IPUB