Programação do acampamento de GREVE

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Inquietados com o processo tradicional de estruturação do movimento estudantil na UFF (assim como na maioria das universidades brasileiras), estudantes de diversos cursos reuniram-se no dia 19 de maio com o intuito de refletir formas de questionamento do paradigma de organização que orienta a expressiva maioria das correntes estudantis, que se colocam (sempre) à frente das entidades de representação do corpo discente. Após um longo debate em torno da possibilidade de se apresentar uma anti-chapa visando estimular um posicionamento efetivamente crítico por parte da base dos estudantes, incorporamos em nossa análise o debate referente ao processo de greve deflagrado pelos docentes da ADUFF em consonância com o ANDES – SN, tendo a UFF se somado a cerca de outras 50 universidades em todo país.

Por entendermos que o período de greve possibilita compreendermos os diferentes projetos em disputa no seio da universidade e sociedade, decidimos nos agregar para apresentar formas de organização que privilegiem a ação direta e autogestionária dos agentes em luta, contrapondo se ao conjunto de formas verticais existentes nos espaços formais de deliberação. Nascia daí o acampamento de greve.

Como forma de materializar as perspectivas estratégicas*, consideramos que se faz necessário estabelecer novas formas de interação pessoal, coletiva  e com o espaço, visando construir uma vivência pautada por relações não hierárquicas, que leve em consideração as diversas expressões dos saberes e dos fazeres,  além da constituição de valores que buscam a emancipação da vida em toda as suas formas. E é isso que entendemos por educação popular.

A atual universidade é a expressão de nossa sociedade cindida em classes, com interesses antagônicos inconciliáveis.  Nós, na condição atual de estudantes, futuros (des) empregados, estaremos, quer queiramos ou não, inseridos no conjunto das relações sociais desiguais existentes.

Fundamentados no projeto de uma sociedade sem classes, sintetizamos algumas pautas que acreditamos ser imprescindíveis para a garantia da dignidade do estudante, com condições para participar efetivamente da construção do espaço e de toda a sociedade. Apresentam-se como questões emergênciais:

  • Funcionamento de moradia estudantil ampla e autogestionada pelos alunos;
  • Equiparação das bolsas ao salário mínimo, paga com pontualidade, garantida doze meses por ano, com concurso interno para a vaga de bolsista;
  • Ampliação da rede de restaurantes universitários;
  • Impedimento da entrada da Polícia Militar nos campi;

Estaremos construindo, cotidianamente, atividades de formação e produção de múltiplas formas de expressão dos mais diversos saberes e fazeres coletivos. A luta do dia a dia é a nossa pedagogia!

Fonte: http://acampamentodegreve.wordpress.com/

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